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Sábado, Abril 4
Quem ama mente.
O amor faz parte do dia a dia de formas em que nós mesmos não sabemos distinguir. Ações simples de nosso cotidianos nós faz amar, sem temos certeza de que aquilo é amor. Encontrar uma moça bonita e admirá-la, ver um casal de namorados se beijando e suspirar mais forte por saber que seu amor está próximo, um lindo pôr do sol. Essas e tantas outras ações do mundo que nos cerca nos faz amar, até mesmo as mais idiotas, como ir à padaria na esquina de sua casa, enquanto sente o sol onipotente em sua pele e o ar contra seu rosto, fazendo você arrepiar-se levemente de prazer. Olhar as nuvens e brincar de achar formas, todos esses são meios de amar, incompreensíveis para a maioria dos seres humanos, mas nos faz acreditar em algo que mais, que o mundo vale a pena e que dele, coisas boas sairá, mais cedo ou mais tarde.
Porém nem tudo são flores. Após amar, encontrar sua alma gêmea e a pessoa com quem você quer passar o resto dos seus dias, há uma outra coisa que passa a fazer cada vez mais parte de seu dia-a-dia, algo não muito bem visto aos olhos da sociedade hipócrita que não admite o fato de utilizá-lo tanto quanto o amor: a mentira.
Mentir é humano. E se existir vida em outros planetas, tenho 100% de certeza que nenhuma vida extraterrestre ganhará de nós, os terráqueos, em dois aspectos: Ser xereta e, claro, mentir. Deixemos a xereta para um outro dia e nos fixaremos em algo mais próximo do amor, a mentira.
"Mentir é feio" dirá os diplomatas de todas as nações em uma reunião especial convocada pela Nações Unidas, mas nós, pobres humanos mortais que vivemos em uma diplomacia grega que não nos faz parte, sabemos que em nossa vida, em nossa personalidade, nós mentimos - e como mentimos.
Gostaria de ver esses diplomatas em tempos de paz serem honestos com suas esposas quando elas vestem aquele vestido que você tinha acreditado ter ido ao lixo durante a crise de 52, quando tudo e todos estavam se desfazendo de seus bens para adquirir uma lata que fosse de sardinha enlatada. O vestido, tão belo quanto um ovo podre descascado e pronto em seu prato durante o café da manhã, lhe dando a mesma impressão de desgosto e nojo.
Eles, como bons diplomatas, iriam ouvir a pergunta que nós, seres humanos terráqueos ouvimos dia a dia: "Querido, estou bonita?". Eles, como bons diplomatas e, acima de tudo, maridos, iriam virar para suas esposas e com um belo sorriso em seu rosto se aproximaria de sua amada e a olharia nos olhos, enquanto passava as mãos já não mais tão jovens pelos braços branquíssimos de sua esposa e diria: "Não poderia estar melhor, querida".
Passariam grande parte do jantar, em um restaurante chiquérrimo na avenida mais badalada de São Paulo, onde um simples champagne custaria mais do que um Fusca semi-novo encontrado em concessionárias de todo o país, para falar de quanto foi bom ela ter guardado aquele vestido de sua juventude por todo esse tempo "E olha a sorte, ainda serviu! Tive que mandar a costureira dar uma arrumada nas costuras, mas no mais é ele, sem por nem tirar!". E ele tiraria seu paletó e colocaria cuidadosamente dobrado sobre o lugar vazio ao seu lado, debruçaria-se sobre a mesa e levemente lhe beijaria nos lábios. "O tempo só fez bem a você e a este vestido" Diria-lhe.
Faça o que deve ser feito. Minta para ser amado, minta para a sua amada, minta para que ela continue lhe amando.
Com sorte, o senhor diplomata e a senhora sua esposa emendariam a noite para a mansão real, não muito longe dali, mandaria as crianças para cama enquanto uma babá ficaria esperando na porta das crianças, para qualquer chamado que poderia vir chamar. Toda a segurança estaria acionada para qualquer perigo nacional. E a sorte deles? Bem, como disse, com sorte recolheriam-se em seu quarto e após muito tempo de espera e paixão reprimida, teriam uma noite como nunca vista antes. Uma noite de amor que duraria horas e os levariam à lembranças de quando eram jovens, irresponsáveis e sem tabus quanto ao sexo ou problemas internacionais à resolver.
Após terem se amado, e ela dormido em seus braços, ele acenderia seu cigarro e olharia o horrível vestido mofado amarelo-ovo jogado ao chão. Ahn se ela soubesse o que realmente havia achado daquela coisa maldita que o assustara tanto no dia em que ela comprara e mais ainda quando ela o vestiu, décadas mais tarde...
Sorrindo pelo canto da boca ele levantou-se da cama e segurou na alça amarela com lantejolas faltantes e cuidadosamente jogou-o no fogo da lareira que cripitava vagorosamente aos pés da cama, aquecendo-os naquela noite. O senhor diplomata retorna a cama, abaraça sua esposa em um meio abraço enquanto que com a outra mão pousa o cigarro no cinzeiro suiço feito de diamante branco e pega a taça cristalina de vinho, presente da rainha da Inglaterra de décadas atrás, ahn se aquele vestido fosse igual aquela taça, que nunca perderia seu brilho, seu valor e sua beleza...
Seus olhos então fitaram as últimas fagulhas amarelas que pulavam do fogo. Sorrindo ele pensou no que diria à esposa quando ela, na manhã seguinte, questionasse o sumiço de seu vestido. Concordara consigo mesmo em um silêncio entre sua insconciência e sua mente, amanhã uma das milhares empregadas da mansão seria culpada por ter limpado o quarto sem saber do estimado valor sentimento e de beleza que aquele vestido tinha e, confundindo com um pano qualquer, teria jogado-lhe fora. MAis uma, apenas mais uma mentira. Mais uma de muitas que viriam depois. "Apenas mais esta, por amor. Por ela. Faça o que tem que ser feito, o culpado não sou eu, é o mundo mesmo que não tem mais jeito e o amor,,, ahn, o amor, vale mais do que qualquer coisa, qualquer."
G.Dih
Segunda-feira, Fevereiro 16
Valores.
Assim acontece todas as vezes com todos os meios de comunicação da região, é um caso ao acaso, sempre que é assim, sempre será;. Se nãop for, será ao menos um começo de uma história nova, ou antiga, dependendo do caso e o acaso, sempre. Totalmente sempre. Porque até, gente, oieee, tanto faz né, convenhamos. Porque se for começo, meio e fim, sempre é a mesma coisa que sai, ou não. Depende da pessoa. Eu acho que as coisas são fogo. E o carnaval então? Nem me diga. Carnaval é fogo, muito fogo. E o povo fica MEGA de fogo no carnaval. O fogo atinge o fogo e acontece o quê? FOGO! Isso mesmo meu caro cidadão, tudo que acontece é FOGO. E todo fogo merece... FOGO. E assim vai. Assim foi. E sempre será. Ou não. Ou sim. Depende, como eu disse antes.
Fogo vem do grego fogus, que vem do latim eu-não-sei-a-resposta. E o latim é uma língua muito difundida no século II, onde era a única forma de expressão. E depois eles começaram a pintar palavras nas paredes. E eu esqueci de fazer o meu trabalho, ou seja, fodeu.
Foder vem de foda. E foda é fogo. Porque pega fogo. E o que você fazer pegando fogo é apenas problema seu, e de sua parceira. Ou parceiro. Sem preconceitos. Ou não, como eu disse antes. E sabe, eu fiquei pensando, é uma pouca vergonha tudo isso que vem acontecendo no mundo. Sim, porque só porque o Lula manda na bagaça, não quer dizer que todo mundo tenha que obedecer ele, certo? Ou não. Depende do fato, como eu disse.
A vida é algo assim, complexa. Ou não. Depende do dia, do fato, do caso ou do acaso. A vida, é a vida. E a vida acaba em morte. A morte me assusta igual crianças tem medo de bicho papão. E da onde vem o bicho papão? Das mães e pais que sempre contam histórias assim para assustar e por medo, cravar sua superioridade aos menores de forma com que eles não a conteste. Jogo de interesse? DE poder? DE tudo isso junto e mais um pouco? Sim. E o word não arrumou meus dois DE enormes, seria pessoal?
Porque quase tudo é pessoal. O fato da vida ser algo impessoal, é mentira. Se a vida não for pessoal, nada mais será. Se a vida, e a vida é, e a vida for. A vida será. E um dia, meus caros nobres que estão lendo isso e nada entendendo, meu texto será aclamado por multidões. Ou não. Depende do caso, e do acaso.
Pessoas discutiram o porque das minha linhas mal traçadas e minhas palavras repetidas. Meus erros e minha forma de escrita. Mudar de assunto. Porque? Porque o céu é azul. E os diversos porquês no texto? Porque escrever porque de apenas uma forma, se temos quatro ao nosso bel prazer no mundo? Na língua portuguesa, para ser mais exato.
Porque?
Um dia descobriram que este pensador que escreve agora, pois um dia serei reconhecido como tal, na verdade não sabia aplicar o uso dos quatro porquês e o que o texto repetitivo e cansativo mudando de assunto e agora sem o uso de vírgulas, fora criado a partir de um curto espaço de tempo sem ter o que fazer. Porque? Porque a hora precisa passar.
E o que eu quero dizer com tudo isso? Eu apenas quero dizer que na verdade, todo esse texto, explica na mais sincera comoção e emoção possível que, na verdade, eu tenho medo do bicho papão. Ou não. Depende do caso e do acaso.
Ponto final.
G.Dih
Sexta-feira, Junho 6
Não foi bem assim...
(...) a noite aumentava a cada batida do ponteiro do imenso relógio da praça, o mesmo que anunciava todas as manhãs que o dia já havia raiado. Porém, aquela noite, o som do tic-tac do relógio tinha outro sentido, outro além daquele de avisar a todos que a vida passa, sem tempo para pausa ou comerciais, a vida é algo contínuo, um filme onde não há mocinho nem bandido, todos são humanos, e todos terão um final, seja ele feliz, ou não.
Não há tempo de pensar na trama, ou então no roteiro, a vida é um filme que deixa de lado os clichês e passa a usar e abusar do inesperado, do surpreendente. Não há como saber se é um suspense, um terror ou um romance, eu diria que é um mesclado de todas as coisas. Como as verduras e frutas mais estranhas que você joga em um liquidificador e deixa bater por horas. A mistura pode fazer você passar mal, mas o resultado é bom.
Porém, nesse mix de tramas, roteiros, personagens que entram e saiem de cena, não há tempo para discutir quem é o ator / atriz principal. Se você não toma a rédea do seu próprio filme, no final talvez seu nome não apareça nos créditos. E então, então você jamais será lembrando como alguém, e sim apenas como mais um. Mais um figurante que passou pelo mundo, sem deixar algo para o mundo, seja de pior ou melhor.
E nesse mundo cinematográfico da vida, o que não vale é passar a vida toda esperando o 'Oscar' e frustar-se por ele nunca vir, e talvez ele não venha pelo simples fato de que você, e somente você, deixou-se passar em branco, como uma folha caindo de uma árvore no outono junto com todas as demais, sem nada especial para ser destacado.
E caminhando assim, sendo filmado por uma câmera com um filme limitado, cá estou passeando por entre os personagens mais belos e mais malvados, vivendo a minha vida como deve ser, vendo tudo de camarote e comendo um grande saco de pipoca salgada, curtindo cada momento como se fosse o último, cada paisagem como se fosse a mais bela. Afinal, quando as cortinas se fecharem, eu quero ser o primeiro a levantar-me para bater palmas e o último a sentar-me novamente.
Eu, o ator de mim. A vida em preto-e-branco, em cores. A vida como ela era, é e será. A minha vida, não digo que terá o melhor roteiro, mas com certeza terá o melhor ator e diretor. E se alguém duvidar, jogo-lhe meu 'Globo de Ouro' na testa.
- de um ator, dos muitos que têm nesse grande filme.
G.Dih
Quarta-feira, Setembro 26
Talvez...
Talvez o mundo esteja errado,
talvez não.
Você pode estar certo de tudo,
menos das coisas sobre você mesmo.
Tem certeza que se conhece
bem o bastante?
Tem certeza que se conhece
bem o bastante?
Talvez sejamos apenas tudo
aquilo que abominamos,
Talvez não.
Talvez todas as pessoas,
todos os lugares e
mundos não sejam da forma
como vemos.
Talvez nós sejamos o cego
em uma terra de pessoas
que enxergam bem.
Talvez, talvez, Talvez.
Talvez, talvez, Talvez.
Muitas vezes escondemos
das pessoas quem realmente
somos.
Muitas vezes somos
aqueles que não queremos
ser, mas apenas somos.
Apenas existimos
e vivemos.
Talvez eis de existir
para errar...
...talvez não.
G.Dih
Segunda-feira, Agosto 27
I could be Anything
Seguindo o caminho; seguindo aquilo que acredito que sou.
Mas, o que sou?
Serei eu, quem penso ser?
Ou apenas serei aquele que abomino?
Dizer quem sou,
acreditar em mim.
São coisas das quais poderiamos viver sem.
Para que descobrir como é
para depois decepcionar-se?
Dê meu caminho,
já não sei mais achá-lo sozinho.
Eu posso ser o que eu quiser?
Dê meu caminho,
já não sei mais achá-lo sozinho.
Eu posso ser o que eu quiser?
Apaixonado pela lua,
a luz das estrelas.
O grito de morte.
Oh, você sabe.
Você sabe que eu não me machucaria assim.
Dê meu caminho,
já não sei mais achá-lo sozinho.
Eu serei o que eu quiser.
"Give up your way, you could be anything, Give up my way, and lose myself, not today. That's too much guilt to pay"
G.Dih
Sexta-feira, Maio 25
Help me, here I am
Perdido em caminhas, pegadas mal-feitas na areia que foram parcialmente apagadas pelo vento de uma bela manhã de outuno. Em busca de saber quem sou tentando me encontrar em dias solitárias ou banhos demorados embaixo da água pensando em tudo que fui, sou e serei. Medo de me achar e decepcionar, medo de ser igual aquelesa tantos que critiquei. Medo de não me achar ao mesmo tempo em que escondo-me em sorrisos alegres e brincadeiras solitárias. É tão errado assim querer ser quem não sou?
Vivendo dia após dia, vivendo atrás de um ideal, e qual seria ele? Vivendo dia após dia, rindo para todos sempre, sem a possibilidade de ter um dia triste, um dia sozinho. Não tenho o direito de ficar triste por um dia, sempre tenho que estar assim, sorrindo e alegre a todos que me vem ou deixm de ver. Atendo todos bem, escondendo em pose de líder, vivendo com ideologias e conselhos perfeitos, mas não os aplicando na própria vida. Tonto dos demais, alegre de mim, sozinho para sempre.
Certamente, não é tão errado querer ser quem sou. Mas, no entanto, para ser essa pessoa que desejo ser, primeiro tenho que conhecer-me, deixar de lado apenas por um dia a máscara risonha e dando espaço a agônias, tristezas e emoções. Alguém perguntou se você está bem hoje? Alguém perguntou ao menos uma vez, no dia, se você precisa de algo? Alguém mediu palavras ao falar para não lhe magoar? Talvez essas pessoas devessem mudar.
Mas preste atenção, preste atenção bem no que sou. E eu também prestarei, afinal, tenho que saber bem como sou para descobrir bem o que eu não quero ser.
"I´t it get lonely out there, little darling Well come on home I´ll be here with open arms To hold you When you arrive I´ll be here with open arms To show you Where you belong If you´re missing come on home"
G.Dih
Quinta-feira, Abril 19
Mudar
Mudar.
Tudo começar.
Para quê mudar se tudo
novamente venha a acabar?
Cansado de intrigas
cansado de brigas.
Como seria bom tudo mudar.
Tudo mudar e o mesmo ficar.
Mudar para melhor o que já fica
e não mais partir do meu hoje,
deixando o meu ontem para trás
partilhando de angustias para o amanhã.
Nada dizer,
tudo viver.
Viver e acabar.
Emoções, tristezas.
Conquistas, amizades.
Sorrisos, choros.
Nada é bom o bastante
para durar para sempre.
Nada irá acontecer.
Nós iremos partir,
e a falta, quem sentirá?
Perdidos, sozinhos.
Abandonandos, tristonhos.
Uma mudança.
E tudo começar.
Para um dia acabar.
"Tsumetai taiyou ni terasare teta, Kainara sareta jiyuu ga atta, Kagami ni utsutta kiseki no yoru, Masuku o hazushi hajime ta my soul."
G.Dih
Quarta-feira, Abril 11
Agora é pra valer, esqueça o que eu disse para você.
Eu odeio saber que as coisas são assim como cavalos podres em um monte de lama montado sobre um homem qualquer. Odeio pensar na possibilidade de um NÃO, mas também não gosto de pensar o que aconteceria com um SIM. Eu apenas sigo o caminho, apagando pegadas deixadas ao solo para ninguém jamais me encontrar.
Entre o sim e o não, o que fazer?
Eis a questão.
Breve.
G.Dih
Sexta-feira, Março 30
Mate-me
Mate-me.
Mate-me doce criança.
Mate-me que de nada serei útil para você.
Já não sei brincar,
cantar e dançar.
Deixei de sorrir e sonhar.
Mate-me,
Mate-me e crie um alguém imaginário
para que possa dividir esses momentos.
Mate-me de amor.
Mate-me de dor...
Mate-me de uma forma incolor.
G.Dih
Quinta-feira, Março 8
A Lua
Ela tinha algo enrroscado em sua garganta, um grito sufocado que parecia sufocar-lhe pouco a pouco ao passar dos dias.
- Você pode ver a luz?
Era como se pertencesse a uma imensidão negra e que ali permaneceria para sempre. Sozinha. Triste.
- Você pode ver a Luz?
Perdida em medos, agônias e sentimentos reprimidos, ela não mais se encontrava ali. Não tinha uma razão para se presenciar naquele ser que um dia ela havia chamado de 'eu'. Um corpo abonadonado, uma alma condenada.
- Olhe, veja a luz da Lua!
Sem a vontade e a energia que a revigorava cada manhã, sem longas conversas até o amanhecer. Nada mais dava-lhe prazer.
- A Lua representa todos os nossos sonhos...
A lua? Ah sim, aquele globo branco envolta da terra, a representação de como alguém solitário poderia ficar. Em uma beleza espectral que ultrapassava a própria racionalidade, algo que desejamos e admiramos, mesmo sabendo que lá ela fica: solitária na imensidão negra do universo, rodeado de estrelas que a invejavam por seu brilho. Solitária e condenada a viver milhares de anos ali, sozinha. O seu único eu e nada mais.
- ... e a luz da lua pode realizar nossos sonhos.
Sonhos? Ah sim, ela tinha sonhos. Uma certa vez quando ela fora menor, sonhava em ser Atriz. Mostrar a pessoas faces de um outro 'eu' do qual jamais ela seria. Mostrar que ela capaz dos atos mais impressionantes e valiosos da civilização: interpretar tão bem que jamais sua mentira seria descoberta.
- E assim o Amor nasce, do brilho do luar.
Uma louca varrida, jogada para de trás das portas. Evitada por amigos, considerada o patinho-feio doente e pegajoso. Sociedade? Aquela massa de pessoas invejosas das quais umas querem matar as outras para se darem bem na vida? Não, obrigado. Ela não precisava disso.
- E com os amigos a noite virar festejando em honra a felicidade que para sempre durará.
Ela não tinha certeza de qual foi o dia mais feliz de sua vida. Talvez quando seu pai deu veneno ao seu gato de estimação, o Nino, o qual ela amava como um filho. Ou, quem sabe, o dia em que ela fora humilhada na frente de todos por ser espancada por um bebâdo, antigo namorado dela. Essas são as lembranças mais felizes da vida que ela tinha.
- E depois, morrer feliz e contente. Saber que o que deveria de ser, foi. A passagem pelo mundo não foi em vão.
E assim, com todas essas situações felizes e de bom grado, ela não quis mais viver em um mundo de amigos falsos e amores impossíveis. Ela estava cansada de esperar o seu príncipe encantando e, assim sendo, fez como sua principal ídala: isolou-se sozinha, porém sempre mostrando-se brilhante, conjurando inveja em cada pessoa ao seu redor até que um dia se recuou e abandonou aquele corpo, aquela pessoa.
Para onde ela foi?
Para a Lua, onde ela podera compartilhar da sua tristeza com um outro ser igual.
Naquela noite, o luar nunca foi tão belo. As vezes, por vingança, ela esconde a lua atrás de seu manto para que essa sociedade hipócrita que um dia ela pertenceu, veja que a Lua precisa de atenção. Ela precisa ser vista, ela precisa que todos percebam a magia que ela usa.
E assim uma mera mortal se tornou uma guardiã. A Guardiã sombria das noites, da lua. Da tristeza e do pessimismo.
E, por mais que você não queira, um dia ela vai te visitar e alojar-se em si por algum tempo. Porque? Porque todos nós somos culpados pela tristeza e o brilho da lua.
G.Dih
Domingo, Fevereiro 25
(L).
Ele amava uma menina.
Ela amava um menino.
Eles se amavam e isso bastava.
Eles eram felizes cada um em seu lugar.
E, por isso, achavam que mesmo se amando não precisavam falar um com o outro.
Porque saber que o outro gosta de você é a coisa mais fácil do mundo, né? Claro que é.
Eles então para manter contato,
resolveram apelar para a internet.
Para que ter um contato direto
quando se pode apenas se falar por
um programa fácil de usar e cheio de
smile, né? Claro que é.
Todos os dias eles conversavam.
Falavam de tudo, menos deles.
Um dia ele se encheu disso e resolveu
que eles tinham de falar deles.
Ela que não era tonta nem nada,
deixou que ele falasse sozinho e não
continou o papo.
Porque falar de uma coisa que
eles já tem certeza da
resposta, né?
Claro que é.
Em uma nebulosa manhã
cinzenta, ele atacou:
Ele: Oiiiiiiiiee
Ela: Olá, tudo bem?
Ele: TuudOOOO e você xuxúh? ^^"
Ela: Eu to bem, meu cachorrinho *-*
Ele: er.. então, vai no shopss amanha?
Ela: Ah não sei, ninguem me convidou
Ele: Ahn..
Ela: vc vai?
Ele: Não, ninguem me convidou...
Ela: ...
Ele: ?
E assim foi por muito
e muito tempo.
Põe tempo nisso.
E põe mais tempo nisso.
Mas tempo é uma coisa
de tempo, né?
Claro que é.
E em uma outra menhã nebulosa
foi a vez dela:
Ela: Oi amoráh!
Ele: Oi abobrinhAA.
Ela: Você tá namorando?
Ele: Nào, e vc, tá?
Ela: Não... e ai.. tá afim?
Ele: De que?
Ela: ahn, sei lah.
Ele: DSAUHDUHSAHUDSAHUADSHUDSAUH
Ela: ?
Ele: Você não acredita que a Daniela acabou de beijar o Matheus! Cara, bem debaixo do nariz da Raquel, que é a ex do Miguel né, mas ai o Matheus tava tendo um caso com a Raquel antes dela separar com o MIguel, mas ela saia com o Felipe tb, sabe? E ai a Daniela tava saindo com o Miguel também, mas separou para ficar com o Matheus, não é engraçado?
Ela: porque engraçado?
Ele: Porque todo mundo tá engolindo a saliva de todo mundo, é suruba-beijo!
E foram várias e várias tentativas..
E muitas mesmo.
Mas as tentativas são para ser tentadas,
né? Claro que é.
Ele: Tenhoumacoisamuitosériaparafalarparavocê
Ela: Você quer dinheiro emprestado para comprar um teclado novo?
E eles sempre iam variando
para ver quem conseguia
falar, né? Claro que é.
Ela: O céu é azul, o mar é azul, seu solhos são azuis. Os meus são castanhos. E azul com castanho está na moda (y)
Ele: ....?
E assim se passaram alguns
meses. Bastantes meses.
A amizade deles cresceu,
e eles se amavam mais.
Ele ficou mais velho e
mais convicto de suas ações
então foi de sede ao pote, agora ou nunca.
Ela, ao mesmo tempo disse para si mesma:
"Se ele não me pedir hoje, eu vou ficar com
o matheus, pq a daniela separou dele"
E então o dia se passou até de noite,
né? Claro que é.
Ele: Oi, tenho uma coisa importante para falar para você.
Ela: O dinheiro deu certo! (:
Ele: Isso, obrigado. Mas também tenho algo que eu tenho que falar com você.. é que eu quero te perguntar uma coisa.
Ela: Pergunte então amoráh.
Ele: Vou perguntar xuxúh, segura na cerquinha da horta para não cair (L)
Ela: (L)
*ele está digitando uma mensagem { Quer namorar cmg? Te amo ;D }*
E ai a luz acabou.
Ele ficou puto da vida e
jogou o pc longe.
Ela ficou no quarto
olhando para a janela do msn
e então pegou seu celular:
Ela: Oiiii Matheus-xuxúh!
E assim se passou dois dias,
ele entrando na lan house de
meia-em-meia hora pra sanar
a vontade e ela feliz.
Ela: Oi xuxúh
Ele: Oii, quanto tempo! Queria mt falar com vc, desculpa aquele dia, mas acabou a luz =/
Ela: Ah xuxúh, me pergunta então =)
*ele está digitando uma mensagem { eu te amo e quero namorar com você. }*
Ela agora está logada como: Ela (L) Matheus.
Ela (L) Matheus: Vc demora muito para digitar xuxúh. Eu vou sair com o matt (L).
Ele: ...
Ela (L) Matheus: Vc tem razão, suruba-beijo é a melhor coisa que tem. Tchau xuxúh.
Ela sai e ele fica na lan
house olhando para o pc.
Ele pega o seu celular e liga
para uma conhecida:
Ele: Oiiii Raquel ;D
E alguns dias depois eles
se encontraram no msn:
Ela (L) Matheus: Oi xuxúh
Ele (L) Raquel: Oi amoráh
Ela (L) Matheus: To com saudaeds =/
Ele (L) Raquel: Eu tb =/
*silêncio*
Ela (L) Matheus: mas a suruba-beijo é ótima, num acha?
Ele (L) Raquel: Acho! *____*
E assim eles continuaram
ignroando que um amava
o outro, pq isso é uma coisa
que se sabe só de olhar para a pessoa,
né? Claro que é.
DiH (L) Raquel/Matheus/Ela/Ele
G.Dih
Quinta-feira, Fevereiro 22
Acreditar.
Acreditar nesse amor. Acreditar na vontade de prosseguir, seguir em frente, deixar tudo para trás apenas com um objetivo: acreditar nesse amor.
Em uma vizinhança abandonada da cidade de Eldest, um jovem rapaz de olhos verdes e cabelos castanhos, na altura dos ombros, vivia muito bem, obrigado. Ele tinha uma das melhores casas de toda a região, o que fazia com que ele fosse invejado pelas pessoas a volta. Ninguém aceitava que uns tinham mais - com fruto de trabalho e esforço - e outros tinham menos - com fruto da preguiça e a mente pequena.
Todas as manhãs o belo moço saia de sua casa com um grande sobre-tudo preto e a cartola preta. Seus olhos brilhavam na sombra em cima de seu rosto e, devido a sua grande estatura, todos conseguiam ver muito bem o brilho de seu olhar. Vamp não tinha do que reclamar. Tinha a vida perfeita, a casa perfeita e um trabalho perfeito. Mas, como obra do destino, o que é perfeito não é o bastante. Sempre falta algo, nunca se está completamente feliz, nunca.
E vamp se sentia assim. Ele não tinha quem amar, não tinha alguém que pudesse segurar nas mãos e chamar de 'minha'. Ele não tinha o que qualquer homem normal tinha: um amor. E, por mais que não aparentasse, era o que mais ele invejava naqueles homens simples que trabalhavam para ele: alguém para lhe fazer companhia.
Certo dia ele resolveu procurar alguém para lhe ajudar. A fada do vilarejo falou para que ele olhasse adiante e percebesse o quanto ele tinha, o quanto ele havia conquistado.
-Você Não precisa de alguém, sua vida é perfeita o bastante. Se você quer companhia, arrume um cachorro! - A fada saltava de lado a lada da mansão de Vamp, ela estava irritada e, após gritar com o moço, desapareceu no ar.
Ele tentou arrumar um companheiro animal, mas não deu certo. Cachorros e gatos estavam interessados na boa vida que ele proporcionava: comida, água gelada, bom tratamento e uma fofíssima cama para dormir.
Vamp começou a ficar fraco, começou a sentir que nada estava bem ao seu redor. Ele abandonou os cachorros, dispensou a criadagem e se isolou dentro de sua mansão.
Todos os habitantes do vilarejo perceberam o afastamento do moço, mas ninguém foi capaz de ir lá saber o que havia acontecido. Nem mesmo a fada que protegia todo o vilarejo foi lá. Ninguém realmente estava interessado nele, apenas na fortuna que ele tinha.
Em poucos anos a lenda de que Vamp havia se tornado um ser que sugava sangue a todos aqueles que passasem por perto da sua propriedade e que tinha temor ao sol, se espalhou. Eles o chamavam de Vampiro e, mais para frente, de Conde Drácula.
Em uma certa manhã uma desconhecida viajante chegou ao vilarejo. Ela percebeu a inquietação do povo, mas não achou estranho, cada lugar havia sua cultura, sua forma de expressar talento e hospitaliedade.
Sem saber o que lhe esperava, a jovem seguiu até o centro da cidade, onde encontrou a grande mansão de Vamp com a porta entre-aberta e parcialmente comida por cupins. Ela bateu levemente três vezes a porta e depois entrou. Chutava todos os destroços e lixos que encontrava no chão para ir a onde um único barulho da casa a levava: o quarto.
Jazia na cama de cor que, um dia foi, branca um fraco e velho homem chorando. Chorando lagrímas que não mais tinha para deixar cair. Seus olhos já não mais tinham aquele brilho que iluminava a manhã e também não aparentava ser aquele jovem senhor poderoso que um dia fora. Bellatrix chegou perto do rapaz e o abraçou.
Um ato que fez com que Vamp parasse de chorar. Ele apenas sentia os braços quentes daquela bela jovem em volta de seu pescoço. O mundo fazia mais sentido para ele agora. Não foi necessário nenhuma palavra, nenhuma canção, nenhum pedido. Ele a abraçou e ai ficaram, juntos.
Magicamente a mansão de Vamp tomou um brilho diferente, que ha muito tempo não era visto. Seus olhos voltaram a brilhar e erradiar o verde-musgo por onde passava. Em seus lábios um sorriso se estabeleceu e não havia mais prazo para se acabar. A felicidade, o amor e a confiança nasceram nele.
Dias depois o vilarejo vislumbrou Vamp nas ruas. Ele estava feliz, sorrindo. Não mais era rico, deixara toda a riqueza naquela velha casa brilhosa que acabara de abandonar para seguir viagem com a sua amada. Não mais era poderoso, apenas era um jovem homem de um lindo par de olhos. Um jovem rapaz que não tinha mais medo de acreditar. Acreditar nesse amor.
Se eles foram felizes?
Ah, sim, eles foram por muito tempo felizes, até que a discórdia chegou neles. Se separaram tempo depois, cada um seguiu seu caminho, separados entre trevas e luzes. Porém Vamp jamais esqueceria daquela donzela, aquela que o fizera sorrir novamente, aquela que o fizera aprender a acreditar, acreditar que um dia tudo pode mudar.
"Então esse mundo é muito para você carregar
Apenas coloque isto no chão e me siga, vou ser tudo que você precisar de todas as formas.
Nós acreditamos, Nós acreditamos, Nós acreditamos, Nós acreditamos, Nós acreditamos, Nós acreditamos. Neste amor" ( Good Charlotte - We Believe )
G.Dih
Sábado, Fevereiro 17
A Flor.
Um menino, uma menina.
Uma flor, uma margarida.
Um dia de sol, uma noite estrelada.
Luke só queria que aquele dia chegasse ao fim para que, finalmente, conseguisse entregar a flor para sua amada. Ah, a flor. Aquela linda margarida amarela que ele correu para todos os lados para encontrar. Aquela que um dia ela falou que era sua predileta, a mesma que sua mãe, um dia, havia feito uma coroa e colocado em sua cabeça.
Luke achou a margarida, achou a doce e bela margarida para entregar para a linda garota de cabelos castanhos. Andando em direção a casa da menina, ele percebeu que tudo estava diferente, nada era mais a mesma coisa. Seu coração não batia mais a velocidade que um dia já batera por ela. Algo dizia para que ele não fosse até a porta, mas ele foi.
A doce menina de cabelos castanhos estava aos beijos com um belo rapaz, outro rapaz, que veio lhe entregar algumas rosas. Ele sentiu que o pouco que seu coração batia, havia quebrado, parado, estagnado no lugar.
Foi então que assim ele aprendeu a amar. A saber que amor não passa de um sub-nível da dor. A dor vem logo em seguida, logo em seguida, do amor tanto quanto a tristeza da felicidade.
Com as margaridas em mãos ele saiu, ele caminhou. Ele andou. Ele passou por parques, bosques e florestas. Sentou no balanço daquele último parquinho e deixou com que as margaridas caissem ao chão, elas representavam a dor da menina de cabelos castanhos.
Foi então que algo lhe tocou nas costas e, ao virar, ele viu uma menina loira com as margaridas em mãos: "acho que isso te pertence" falou a pequena ficando um pouco vermelha.
Luke, o pobre luke, pegou as margaridas em mãos e fez uma coroa delas e presenteou a loira a sua frente. Ele que nunca pode amar, enfim conseguiu. Ele que jurou não querer mais amar, encontrou nas margaridas algo que vinha após a dor: o amor.
E, mesmo que aquele ciclo jamais terminasse, ele queria uma única coisa: ficar com a menina de cabelos loiros. De mãos dadas sairam do parque para a escuridão banhada pela luz do luar.
Enquanto, ao outro lado do parque, a menina de cabelos castanhos ouvia dizer sobre o olhar da irmã ao ver a flor, uma flor amarela com aspecto triste que se enviveceu como um raio de luz. Sua flor havia servido para um outro alguém.
"Ouvi o dizer o teu olhar ao ver a flor. Não sei por quê achou ser de um outro rapaz.
Foi capaz de se entregar..." ( Los Hermanos - A Flor )
G.Dih
Terça-feira, Fevereiro 13
Certezas.
A única certeza que temos na vida é a tristeza de morrer.
A única certeza que buscamos na vida, é a realização de um sonho.
A única felicidade que temos na vida, é ver esse sonho realizar.
A única forte tristeza que eu tenho nessa vida é
a certeza de morrer,
a certeza que encontrei meu sonho e
o realizei.
Tudo isso sem você,
sem você.
A única certeza do mundo,
a única felicidade de uma pessoa,
Sem você... sem você.
A tristeza da certeza de viver,
de viver sem você.
"Eu vou sempre lembrar daquele fim de tarde que durou para sempre mas, foi tao breve. Você estava totalmente sozinho encarando um céu cinza escuro e eu fui mudada" Mandy Moore - Cry.
G.Dih
Sexta-feira, Janeiro 5
Sonhos.
Os sonhos são algo belo.
Pelo para serem sonhados, mas jamais serão realizados.
Podem achar que é um pessimismo da minha parte. E é. Pessoas e mais pessoas - amigos, parantes, inimigos, desconhecidos, vizinhos, etc.. - planejam, nas suas costas, tudo para não dar certo. E tudo aquilo que um dia você sonhou que faria, e viu que tinha talento para isso, não vai dar certo.
É a vida.
Talvez se você conseguir ligar menos para o que eles falam, e não se deixar abater pelas negatividades vindas das bocas alheias - sim, aquelas mesmo que quando você está no auge do entusiasmo te fazem cair de um penhasco e ficar amassado no chão sem vontade de se levantar - você possa conseguir realizar.
E vamos esperar para que essa caixa de pandora que é a vida nos traga nossos sonhos novamente. E, se possível, os realize. Afinal de contas, a vida é levada adiante pelos sonhos. Alguem que já não sonha, não tem a graça de viver.
G.Dih
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